Quanta saudade


Num velho rancho, lá do interior.
Eu nasci, para alegria dos meus velhos pais.
Por ser filho único eu sempre fui muito amado.

Ainda moço fui estudar na cidade,
Porque meu pai queria, que eu fosse doutor.
Obedeci, a sua ordem, mesmo indo contrariado.

Estudei muito e consegui meu diploma,
Com muito esforço eu juntei algum dinheiro.
Porque eu sabia, que um dia, eu teria que voltar.

Aqui estou, enfrente a porteira do rancho,
Só que meu pai não sabe, que eu estou voltando.
Como ele não está sabendo, que eu venho pra ficar.

Papai mamãe, quanta saudade eu senti.
Dos tempos de criança e do velho carro de boi
Que eu bem sei, que tu guardas, no fundo do galpão.

Meu papai querido me abrace com carinho.
Mamãe querida deixe beijar teu rosto, por favor.
Para apagar, esta saudade que eu trago no coração.

Balneário dos Prazeres: 22 / 06 / 2007