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UM AMOR DE VERÃO

Foi numa tarde fagueira de verão
Que você apareceu em minha vida.
Piscou o olho, apertou a minha mão,
Se mostrou eufórica e atrevida.


Disse-me palavras carinhosas
Conquistando meu pobre coração.
Fez minha vida um mar de rosas,
Tirou-me da malvada solidão...

Seduziu-me, mordeu-me delicadamente,
Levando-me para o leito de amor;
Acariciou-me, desnudou-me lentamente,
Como uma fêmea sem pudor.

Perdido na sua ânsia louca
Entreguei-me ao seu querer.
Na carência da minha boca
Deixei fluir o seu prazer.

Naquele galope frenético, alucinante,
Nossos corpos suavam despidos.
E no leito macio, trepidante,
Dois jovens se entregavam desinibidos.

Ficaste triste quando eu parti
Prometendo voltar tempo depois.
Ficaste com esperança e frenesi
De saciar desejos de nós dois.

Hoje, distante da mocidade,
Lembro o passado com sofreguidão.
É impossível esquecer a cidade
Nem aquele amor de verão.
Carlos Melgaço
Enviado por Carlos Melgaço em 16/09/2007
Código do texto: T654961

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Sobre o autor
Carlos Melgaço
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 60 anos
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Carlos Melgaço