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Da alma de uma mulher

Eu via uma mulher no horizonte
E era minha essa mulher
De comportamentos vários e opiniões diversas
Quando momento de rir, ela chorava
No instante de chorar, ouvia-se o riso dela
Por entre as salas,
O riso de adeus sem nenhuma explicação.

Não havia em nossa casa alguma lamentação que fosse.
Ela sempre dava jeito ao tudo que faltava
Entre nós dois.
De tantas memórias,
Posso me lembrar dum mio de gato,
Do amor
Logo depois.

E eu olhava pra ela
E o espaço pouco dos olhos dela
Foi um vazio grande, que de tão grande
Não cabia dentro de mim.

Ternamente profundo
Aquele sorriso de alva,
De anjo dos céus
E diabo do mundo.

Dias a fio, perguntei ainda a Deus:
Por que ela chorou?
Minha mulher que nunca chora.
Sempre forte, lúcida e bela.

Foi em cima de mim que ela derramou
Suas únicas lágrimas
Gotas da alma dela.

Via dor nela.
Eu não sabia a razão
E mesmo hoje não descobri.

Me aposentei como homem
Sou igual a todos os demais
E não importa o que fizer
Nenhum de nós sabe
A plenitude da alma de uma mulher.



Géssica Ranieri
Enviado por Géssica Ranieri em 27/09/2007
Reeditado em 06/10/2007
Código do texto: T670894

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Sobre a autora
Géssica Ranieri
Santo Antônio de Pádua - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
36 textos (7740 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/12/17 05:38)
Géssica Ranieri