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Temporalidade

Ainda a vejo saindo de mim
estava com cabelo soltos e alguns repousaram em minhas mãos
estava sublime
ferviam sua boca e olhos de brasa
havia lido meu rosto antes
tocado com compaixão
iluminado minh’alma

A noite teimava em cair forte
em um tempo bom para sentir
as horas, contudo, são covardes
não esperam a felicidade
seus dedos ainda passam pelo meu perfil

Uma faca lisa rasga minha coluna de pedra
minha dor e ela se vai
eu sei
ela sabe
o tempo e o espaço me coloca à deriva
e a temporalidade não deixa nunca esquecê-la
Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 03/04/2021
Código do texto: T7222984
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros