A paixão e o vento

Se não posso ter, o que tanto desejo,

é porque de fato não pode ser meu

Mesmo que eu deixe de te desejar calado num canto quem sofre sou eu.

Se aquele beijo, jamais será meu

Nem a mim nem ao mundo eu devo culpar

Pois sonhos são sonhos que causam delírios e provocam martírios em quem os tem a sonhar.

Ela sorri, e de longe me acena

Nem olha pra trás quando passa e se vai

Meus olhos tremulam contemplo a cena e a dor me acompanha e do peito não sai.

Queria que ela, parasse olhasse

Chamasse meu nome gritasse por mim

Mandasse de longe um beijo no vento, ai se por um momento acontecesse assim.

Mas ela passando, de cabelos soprados

Pelo vento que vejo, faz cada fio balançar

é assim que balança toda minha emoção quando sinto que não posso lhe alcançar.

Seu riso se vai, em mim a tristeza

a dor da incerteza vem me castigar,

dali viro as costas e a vejo ir embora, pra sonhar noutra hora, ao vê-la passar.

Com o mesmo sorriso, e o bailar do cabelo,

o teu cheiro com zelo em mim guardarei,

quem sabe um dia, possa eu até vê-la e em meus braços tê-la como sempre sonhei.

Oh bela amada, não me dê por castigo,

o desprezo que faz todo amante sofrer,

pra vê-la feliz, sofrendo vou embora mas saiba desde agora o quanto muito eu te quis.

CARLOS SILVA POETA CANTADOR
Enviado por CARLOS SILVA POETA CANTADOR em 17/12/2021
Código do texto: T7409505
Classificação de conteúdo: seguro