Sofrer de tudo

Os abraços que não dei mais cedo

E que ficaram num passado proibido

Na ânsia de um amor não vivido

Mataram-me hoje um pouco mais.

 

A lembrança que vai opalescendo

Pelo dúbio amor que me divide

Refresca meu sentido que insiste

Em ocultar um lume no seu tempo.

 

E na falta, coisa má e soberba,

Teço fé, vontade e pecado

Na trama de quem também é amado

Em segredo, no sutil sofrer de tudo.