O Encoberto

Vasto, largo Tejo, de águas dadas a horizonte,

Que espreitas mi alma ao longe,

São minhas as mágoas quem te tinge,

São tuas as águas por existires.

Se de bocados és tu, mais bocados tenho eu,

Que te vejo renascer todos os dias,

De azuis encostados à margem do teu saber,

Luz intensíssima de meu dizer.

Cai a neblina e seus segredos,

Pássaros esvoaçam por aí,

Assim eu em meus pensamentos,

Na tarde que se esvai por aqui.

Quantos lamentos, quantas vitórias,

Oh, meu Tejo abandonado,

Já não vem o Encoberto e a distância

A nós é feita e jaz o merecimento.

Jorge Humberto

27/12/05

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 28/12/2005
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