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Quem me dera ter no rosto o riso,

Quem me dera ter no rosto o riso,
Ser alegre pelo menos uma hora,
De viver simplesmente, correr o risco,
Da vida não querer ir embora.

Mas o peito mofinado sente e chora
Pelo passado revivo na memória.
O rosto escarnecido queima e cora
E o orvalho apressado simplesmente rola.
Alberto da Cruz
Enviado por Alberto da Cruz em 20/05/2006
Código do texto: T159331

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Sobre o autor
Alberto da Cruz
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
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6 e-livros (1218 leituras)
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