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Suicidio (Queda Ao Chão De Concreto)

Eles que são livres
Será que são tão tristes quanto eu?
Eles que não têm leis
Eles não obedecem regras
E não respondem a nenhum deus
Será que são tão tristes quanto eu?

Diante da onda quebrando no mar
Diante do vento balançando a cadeira do vovô
Diante das estrelas e do luar
Diante do tão singelo e puro amor
Quantas vezes estou diante de Deus sem O ver?

Deve haver algo de errado comigo
Meu coração é desabrigo
Já não tenho aonde me esconder
Já não tenho muito que fazer
Por mim e nem pelo universo
Não posso rasgar o céu feito eles livres
Será que são tão tristes quanto eu?

Esvazio meu coração
Minh’alma e meu armário
Atiro-me do quinto andar
Acreditando que sou um pássaro a voar

E no chão de concreto
No imenso deserto
De toda minha vida
As pessoas tocam minhas feridas
Com garras de maldade
Palavras que machucam
Que dizem tudo e não dizem nada

Há uma palavra que me confortará,
Escrita na areia, que o mar apagará
Será que é o "fim"???
Guilherme Sodré
Enviado por Guilherme Sodré em 11/06/2009
Reeditado em 11/06/2009
Código do texto: T1644393

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Sobre o autor
Guilherme Sodré
Guarujá - São Paulo - Brasil, 33 anos
420 textos (20768 leituras)
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Guilherme Sodré