A MORTE

Sempre estou esquecido

Ninguém se lembra de mim

Já não existe mais nada

Na minha estrada sem fim;

Sempre estou abandonado

Ninguém quer me acompanhar

Já não existem areias

Na beira do meu mar;

Sempre estou triste

Ninguém me alegra

Já não se vê mais flores

Nem pássaros no meu jardim;

Sempre estou querendo amor

Ninguém me faz sentir amado

Já não existe mais sangue

No meu coração abandonado;

Sempre estou vivendo a paixão

Ninguém me abre o coração

Já não há vida em meu corpo

Porque agora, estou morto.

Júnio Dâmaso
Enviado por Júnio Dâmaso em 31/07/2006
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