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Diamantes de Sonho

É como acordar em meio ao calor
e escorrer da cama, já derretido
pensando lentamente no dissabor
de tomar aquele café já vencido,
Espanar a poeira dos velhos dias
mas já há tanta, tanta, que doi
Se acumula, e por mais que eu sorria
todo meu ânimo a poeira destroi
É mal despertar e o suor já aparece
vindo da inadequação dos dias que passam
os minutos escoam em fervorosa prece
E, involuntariamente os olhos se embaçam

Procuro forças onde não há muito mais
Para fazer novamente o percurso do dia
Arrastar uma trilha de frustrações atrás
e poder lembrar do que me trouxe alegria
Nesse ínterim me lembro do que era sonhar
De sonhos que um dia já foram parte de mim
será que já não existem ou mudaram de lugar?
Que foi feito deles, para terminarem assim?

Os sonhos que ainda tenho, raros e precisos
São feitos amiúde, de mui delicada matéria
Pequenos lampejos de quase extintos paraísos
Salvo-condutos contra uma inexorável miséria
Diamantes, pequenos, brilhantes
Com os quais negociarei meu lugar
Pra embarcar no último instante
Na última nave, pouco antes de decolar.
Odemilson Louzada Junior
Enviado por Odemilson Louzada Junior em 09/02/2010
Código do texto: T2077662
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odemilson Louzada Junior
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
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Odemilson Louzada Junior