Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Para o depois.



Para o depois.



Decantei o óbvio,
veja só...,
que dó, que nó.
Para ver,
ainda viver,
para ter em que crer.

Não sustento loucuras, mais,
soçobrei a alma,
desencantada alma,
pura que foi,
de sonhos depois,
depois do ontem,
que éra-me,
que amparava-me,
que preparava-me,
para os dias,
para o depois.

Depois veio o depois,
pois, pois...
Vida retilínea,
chata,
linear.
Na boca, ataduras,
caminho para a loucura,
já não é mais pura,
perdeu-se a doçura,
a candura,
o sonho já é enfadonho.

Para ver e para crer,
que depois veio o relogio,
marcando o ódio,
de lá para cá,
daqui para lá,
contando os dias,
matando as noites,
ainda são açoites,
agora doces...

Doces ?
Pois sim...
Que parece tudo entre-amargo,
De verdade, sem gosto.
Assim é depois,
assim viver,... é demais,
digo,
de menos,
é ópio,
é veneno,
é contra-veneno,
é  preciso ópio.
Por isso o ódio,
de viver o óbvio.



Teobaldo Mesquita

Teobaldo Mesquita
Enviado por Teobaldo Mesquita em 02/12/2006
Código do texto: T307575
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Teobaldo Mesquita
Rio Azul - Paraná - Brasil, 53 anos
94 textos (6371 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 15:38)
Teobaldo Mesquita