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Carrancuda

Na feição cismada,
Traços de feiura
Teu olhar de carrancuda
Arranca medo até de gente sisuda

Corro de ti
Para não escorregar na maldição
Assusta ver na face tamanho agouro,
Semblante de quem gera dor e traição

No rosto,
Nada mais que a maldade como adorno...

Descamba verdades como muambas,
Defende a dureza da frieza
Boicota minhas crendices,
Carrega a descarga da impaciência

Bufa injúrias e judia
Faz de qualquer raiz de esperança
Raízes de erva daninha...

Dane-se
Faço juras de soltura
Mass minha coragem é solteira

Solto lágrimas pelo chão
E a carranca zumbe sem comoção

Minha mente se perde insandecida
E teus gritos de guilhotina
Decapita cabeça e razão...
Assim ganha
Mais uma carranca para sua coleção.

Foi-se à força
Para foice...
Minhas forças!
_________________________________________________

Dedicatória:
A minha mãe...
Carrancuda de natureza!

gilvania
Enviado por gilvania em 08/02/2007
Reeditado em 24/05/2007
Código do texto: T373850


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Sobre a autora
gilvania
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 43 anos
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