O DESERTO DE MIM

No meu deserto interior,

Pés descalços sentir dor,

Seguir determinada, ensanguentada,

Tentei uma parada, melhor seguir caminhada,

Estonteada, atordoada desencantada,

Por um milagre vejo um oásis,

Sedenta e alucinada, era miragem,

Fôlego apertado, nó na garganta,

De desertos em desertos me perdi,

Alcancei um oásis transitório,

Esqueci o repertório, sem melodia,

Cantarolei, até gritei desentoada,

Deserto interior, seca alma,

Esgotei a fonte da esperança,

A sede era tanta que bebi a última gota,

Sede de vida, medo das despedidas,

A revelia, dia a dia atravesso meu deserto,

Minha rebeldia a céu aberto,

Energiza minha meninice eufórica,

Por certo me fortalece e estabelece,

Buscando a fonte perdida, tenho sede de alegria,

Do amor que contagia, sinfonia que acalma a alma.

Marta Cavalcante Paes
Enviado por Marta Cavalcante Paes em 30/05/2015
Reeditado em 05/06/2015
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