SANGUE INOCENTE

Debaixo dos olhos de uma árvore

Protegido do forte calor,

Nos braços da mãe que do seio

Jorrava leite e amor,

Ninava o pequeno Vitor,

Kaigang de valor.

Parece que ainda vivemos

A barbarie de seculos atraz,

Onde o "outro" em nome da coroa

Mata com uma força voraz.

Muitos foram degolados

Jogados em valas no chão,

Semiterios de cabeças

Encontrados, como forma de exposiçao.

Sem alma, sem voz e nem vez

Eram vistos pelos rivais,

Aprisionados feito animais,

Expulsos de suas terras

Muitos povos nao existem mais.

Mais animal é o homem

Que por instinto mata sem piedade,

Bem no século XXI marcou a perversidade,

Degolar uma criança, enquanto se grita a liberdade.

Sagrado foi o seio que esse inocente mamou,

Sagrado é a lagrima que do coraçao materno brotou.

Sagrado o olhar do Vitor ao seu degolador,

Degolou um guerreiro que com 2 anos nos deixou.

Mas seu sangue manchou a terra sagrada,

Fez gritar a pátria amada

Dos povos, de toda naçao,

A morte do Vitor nao foi noticiada,

Porque será? E o motivo de tanta violencia? Racismo ou terrorismo?

Quem vai acalmar a dor de coraçao?

Foi na beira da estrada,

Em cima de uma calçada,

Que se foi mais um irmao!

Nhanderu acolha ele que seria o futuro de nossa nação.

Márcia Wayna Kambeba
Enviado por Márcia Wayna Kambeba em 09/01/2016
Código do texto: T5505451
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