Fim!



Eu quero acabar com as minhas letras,
deixar engarrafar as minhas inspirações,
não refletir sobre elas,
e deixa-las num canto para esquecer.
Que isso culmine numa explosão,
para que assim eu seja
um cidadão mais comum.
Agora, mais do que nunca,
vou sonhar sem escrever,
mas não quero ser cobrado:
Pelas folhas,
pela caneta,
pelo tempo
e por mim mesmo.
O que já foi feito, 
será recordação
aos meus ventos,
que soprarão só para mim.
Não tive escolha,
minhas mãos vazias
não conseguiram firmar acordo.
Mas valeu:
pelo belo,
pelo sofrimento,
pelo mar que vivi
e pela poesia que nasci.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 04/07/2007
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