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Ah, meu Deus, por que esta sombra ainda me persegue!
Não há um espaço sequer para descansar!
Ah, por que não tenho eu uma fórmula,
Por que não sou algum alquimista suficientemente insano!
Ah, meu coração em frangalhos!
Ah, queria tanto poder fugir dos homens
(mas, principalmente, desta maldita sombra)!
O que fiz? Fui abrir a porta deste inferno,
Quando achava que subia degraus de nuvens!
Queria a coerência de um mecanismo de aço!
Queria um coração de engrenagens que contasse as horas!
Que fiz, meu Deus?
Por que amei gritando se era simplesmente para amar calado?
Não tenho nem mãos assassinas para rasgar meu peito!
Minhas mãos sempre foram tão frágeis, assim de vidro!
Por que o canal de um ouvido ao outro
Tem que ser intermediado pelo cérebro?
Se não existisse, tantas bobagens ouvidas se perderiam.
O que farei, meu Deus, se tua língua foi cortada por esta nova era?
Ah, seu eu fosse máquina metade do meu dia!
Mas esta sombra está sempre comigo,
Mesmo desligando as luzes do quarto, da cidade, do país, do mundo!
Se eu fosse máquina, faria minhas próprias chaves
Para abrir todas as portas deste inferno!
 
Tom Lazarus
Enviado por Tom Lazarus em 01/08/2007
Código do texto: T588185

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Sobre o autor
Tom Lazarus
Gravataí - Rio Grande do Sul - Brasil, 42 anos
53 textos (6026 leituras)
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Tom Lazarus