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A LÁGRIMA É INIMIGA DO SONHO

A LÁGRIMA É INIMIGA DO SONHO
Marília L. Paixão

Hoje não trago rimas
Não há fita para enfeitar nenhum poema
Há uma tristeza difícil de esconder atrás da porta
Ela me acompanha
Ela não me solta
Ela diz que não vai porque se for, não volta.

Hoje não fechei os olhos antes daquela lágrima tonta cair
Quis mandá-la para o outro lado do mundo
Mas a maldita sem dar-me um pingo de confiança pulou pra fora
Olhei em volta
Graças a Deus não havia nenhum expectador
Levei a desumana lágrima para o banheiro com urgência
Pedi a Deus uma resistência

Depois de me livrar de uma, vieram outras
Olhei para elas e não sabia se as xingava ou ao mal verdadeiro
Não podia maltratar mais ainda meus olhos vermelhos
Ordenei que meus lábios sorrissem em total desespero
Teria que matar aquelas lágrimas pelo meio
Antes que alguém me descobrisse tão sem sonhos
Melhor seria transformar a lágrima em travesseiro.
Marília L Paixão
Enviado por Marília L Paixão em 31/08/2007
Reeditado em 31/08/2007
Código do texto: T632517

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Sobre a autora
Marília L Paixão
Pouso Alegre - Minas Gerais - Brasil
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Marília L Paixão