O FRIO DO CORAÇÃO

Dias tristes entram pelas frestas da janela

Você não se cansa de enxugar as lágrimas

O espelho não lembra nada dos bons tempos

E as coisas, tão brutas, estão trancadas em si

Não neva sobre a casa em solos tropicais

Mas o frio no coração é cortante e insano

Parece que a pedra Invejada está dentro

Do corpo que vagou em busca de abraço

As bebidas sujas de bares em descartáveis

Não fizeram efeito na alma de pele fumegante

A noite é apenas o outro lado da moeda

Não adianta tentar se adaptar às trevas

Sonhos e pesadelos se misturam sem cessar

Dentro da mente que já não organiza a rotina

Pouco a pouco os amigos negarão seus rostos

E a solidão virá morar dentro dos olhos

Parece simples pegar tudo isso e guardar

Com as dores dentro do baú de volume infinito

Mas só quem tem o infortúnio como oxigênio

Sabe que lágrimas não se enxugam com lenços

Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 09/06/2018
Reeditado em 16/06/2018
Código do texto: T6360084
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