Vidas secas II.


              Luiz Claudio Bento Da Costa.


Viro deserto...
o tempo passa...
Ainda sou cacto,
areia nos meus pés,
da mesma forma quente
me atravessa o gelo no peito,
quem olha não sabe,
a dor é constante.

Nem as estrelas choram,
porque olham com os seus brilhos
para o outro lado do horizonte,
por onde não encontro,
um sonho e nem a poesia.

A visão tortuosa, 
vozes dos ventos uivantes,
labirintos de dunas viajantes,
oásis que não existe,
mas, ainda é promessa.

Cresce a passos largos
e ninguém vê,
sempre é madrugada
aqui nesse sertão,
por isso,
apertado pelo tempo sou,
lembro da história,
a realidade me entristece.

Foi retratada,
pelo poeta Graciliano Ramos,
onde suas Vidas secas,
entram também 
na minha.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 22/09/2007
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