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Assim...

A cada dia algo morre em mim
Enterro rosas, cravos e flores de jasmim
Penso, por vezes, que vivi sempre assim

Corri muito mais do que podia
Apostei em amigos que nem via
E chutei parente que só ria

Nada resta na vida de então
Vejo pessoas antes maravilhosas alocadas em caixão
A terra vai sofrer com tantos corpos em podridão

A cidade e o país morrem em vão
Pessoas de poder fingem preocupação
E neles também morrem a triste nação.

Muitos acreditam na esperança como argumentação
Mas não existe coelho perto de leão
Acreditem, nunca existiu compaixão

A cada dia algo morre em mim
Não sinto cheiro do jasmim
O encanto se foi deixando-me assim

Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 31/03/2021
Código do texto: T7220381
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros