ABISMO

À beira do abismo

Sustento segundos do desfrute

De um deleite como um Deus

Estabeleço contrastes entre tuas vestes e tua derme

Meu olhar que dorme e acende

Em tuas correntezas e poços

Na ordenação de um fugitivo

Sem alívio, consternado se atira

No teu colo

Domínio cálido em teus poros

Um ego que se exibe e me reduz

Em teus lábios meu ser escorrer

O amor não se traduz nessas horas

É um desmanchar sem precedentes

É um entardecer lentamente

Poucos estão a esperar

O sol tantas vezes nasceu sozinho e se pôs caindo

Belo mas sem nossos olhos fitados nele.

Maria Mariane
Enviado por Maria Mariane em 21/11/2021
Código do texto: T7390777
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2021. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.