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Rosana ali

Quis ver-lhe dançar; negou-me a dança
Quis pegar em tua mão, mas não me deste
Quis secar a tua lágrima; sorriste
Quis olhar o teu sorriso, mas escondeste

A rosa de Minas não floriu mais
A rosa de Minas, não mais amou
Permaneceu quieta na relva
Não abriu pétalas, não rodopiou

No teu corpo não mais tocam as mãos do amor
No teu leito repousa a lua
Tuas costas frias de luar
Tua face fria de chorar

A rosa de Minas não abriu mais
A rosa de Minas não mais sonhou
Permaneceu botão, sempre serena
O sol se foi, a lua ficou.

Rosana, ali no alto nasce a vida
Rosana, ali no alto crescem as flores
Nascem cravos para despedaçar
Nasce o amor e suas dores

Rosa de Minas, deixa nascer o amor no teu peito
E morra de tanto amar
E morra de tanto sofrer
E morra direito.
Daniel Cavalcanti
Enviado por Daniel Cavalcanti em 21/11/2007
Código do texto: T746537

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Sobre o autor
Daniel Cavalcanti
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
125 textos (3495 leituras)
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Daniel Cavalcanti