AO MESTRE COM CARINHO

Ele nasceu numa obscura e longínqua aldeia, filho de uma camponesa e de um carpinteiro, ambos sem instrução. Cresceu em outra aldeia tão pobre quanto, onde trabalhou numa carpintaria ate os 30 anos de idade.

Então, durante três anos apenas, foi um pregador resoluto, errante e solitário. Nunca escreveu um livro, nunca foi eleito para nenhum cargo. Não construiu família, ou sequer possuiu uma casa. Não cursou Universidades, jamais teve seus discursos gravados, na verdade, dele pouco se sabe.

Mas é sabido que não conviveu com os sábios de sua época e viveu humildemente longe dos centros formadores de opinião. Não há vestígios que tenha lido os grandes pensadores do passado ou que tenha sido influenciado por nenhuma corrente filosófica. Jamais visitou uma cidade grande e nunca viajou a mais de 350 quilômetros de distancia do lugar onde nasceu. Viveu miseravelmente!

Nunca fez nada do que normalmente se associe a grandeza. Não tinha nenhuma credencial, a não ser ele próprio. Tinha somente 33 anos quando a maré da opinião publica voltou-se contra ele. Seus poucos amigos o abandonaram e ele foi entregue a própria sorte e a sanha dos seus inimigos, passando por violências, humilhações e um julgamento forjado.

Enquanto ele morria, seus carrascos especulavam com suas roupas, os únicos bens que ele possuía na terra. Quando faleceu, foi enterrado em um túmulo emprestado graças a piedade de um amigo.

Pois bem, vinte séculos se passaram e desde então ele é a figura central da humanidade, guia espiritual, mestre do amor, da misericórdia e guia do pensamento cristão.

Nem todos os exércitos que já marcharam em suas glorias, nem todas as marinhas que navegaram pelos largos mares, nem todos os sábios que tiveram sua sabedoria difundida pelos séculos, nem todos os filósofos gregos ou de outras nacionalidades que esculpiram a alma humana, nem todos os reis e poderosos que governaram os povos, nem os grandes conquistadores, nem os grandes cientistas, todos reunidos impactaram tanto a vida do homem na terra quanto esta ÚNICA VIDA SOLITÁRIA e seus ensinamentos jogados aos ventos de Nazaré a uns poucos crédulos.

No dia 25 de Dezembro, celebramos o seu nascimento, com festas, presentes e congraçamento com os familiares, muitas vezes sem lembrar dele e do real significado que esta data tem para a humanidade.

Ainda é tempo de olharmos para o exemplo deste carpinteiro pobre e pensar que seu exemplo deve nos ensejar que sejamos mais solidários, menos egoístas, mais piedosos e ao seguirmos seus ensinamentos, possamos deixar de lado nossa arrogância e agradecer aos céus por tê-lo enviado até nós e nos permita , com este gesto sermos mais humildes e mais tolerantes com nós mesmos e com o próximo e portanto mais atentos a nossa real dimensão!

Poesia adaptada por Celio Govedice

Este texto é anônimo de domínio público e circula pela internet. Achei interessante publicá-lo no interesse único de divulgar o homenageado (mestre Jesus) a quem o texto faz jus.

Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 29/12/2011
Reeditado em 03/02/2018
Código do texto: T3411645
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