Devida solidão

A tensão,

Nos deixou vulneráveis,

Como erupção

Nada afáveis.

Tirou uma parte,

De nossa carne,

Assim pela arte

Em escarne.

Endureceu,

Nossos corações,

Amadureceu

Nossas emoções.

Causou vazio,

Gélida sensação,

Assim como um rio

Sem rumo, a mercê da percepção.

Ensinou,

Da forma mais árdua possível,

Calculou

Uma tempestade horrível.

Naufragou,

Toda minha razão,

Intensificou

Alucinação.

O frio atormenta,

A fome causa ilusão,

A madrugada ciumenta

Tomando vidas, dentro de sua permissão.

E os choros são ouvidos,

Como vozes de libertação,

Entendidos

Assim como sinos badalando.

O ar,

Às vezes ficando rarefeito,

Para dobrar

E nos ferir no peito.

Ainda lutamos,

Por qual seja a razão,

Um objetivo

Que venha do coração.

Aquele sonho,

Que longe já não nos toca, impulsiona,

A dificuldade

Muitas vezes impressiona.

Uma solidão,

Que precisa ser curada, afanada,

Para que deixe de ser gelada

Do mesmo modo que, na madrugada.

Earhuon
Enviado por Earhuon em 18/01/2013
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