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Será que fui covarde


Deus, a cada dia que passa.
Eu sinto, que minha vida este mudando.
Esta mudando lentamente, eu sei.
Tudo o que passei, eu consegui superar.
Já consigo sorrir, já consigo ver melhor.
Começo a entender as pessoas, e aceitá-las.
Como elas são, sem nenhuma restrição.
Não vejo mais, nas pessoas um inimigo.
Hoje tenho amigos, e uma visão diferente.
Vejo a vida diferente, sem ter medo de ser só.
Aquele medo, que por anos me fez companhia.
Eu que vivia no silencio, e me fazia de surdo.
Outras vezes me fazia de cego, para não ver.
Que alguém amigavelmente, me estendia á mão.
Eu tinha medo da solidão, mas não conseguia.
Afastar-me, pois só na solidão me sentia seguro.
Como me sentia seguro, em meio ao silencio.
Eu tinha medo, de ouvir as pessoas dizerem.
Que fantasmas não existiam, eu era o fantasma.
Que eu mesmo havia criado, para ter uma desculpa.
Para fugir das responsabilidades com Deus, e com o mundo.
Hoje eu penso como as pessoas, pensavam de mim.
Um covarde: Um covarde que nada fazia por si.
Um covarde que fugia, quando alguém falava em Deus.
Hoje eu não fujo mais, o medo deixei para o passado.
Para que ele guarde, junto com a minha covardia.
                           Então aceitei...
Aceitei... As mãos que me foram estendidas.
Aceitei... O carinho que me foi oferecido...
Aceitei... O amor á fé, que me foram devolvidas.
Aceitei... De volta a esperança, que havia perdido.
Porque alguém ás encontrou, e ás devolveu para mim.
                   
Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 14/08/2005
Código do texto: T42550
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
2317 textos (154891 leituras)
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Volnei Rijo Braga