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A ONÇA E O COELHO

 Para Sofia, minha netinha

Eu vou contar uma história
Que ouvi do avô Armé
Ficou na minha memória
Para ele tiro o boné.

Era uma vez uma oncinha
Querendo pegar um coelho
Mas competência não tinha
Pois lhe doía o joelho.
 
Tentou correr atrás dele
Mas o danado era veloz
Dava um sufoco daquele
Deixando a onça pra trás.

Um dia ela bolou um plano
Que não podia falhar:
Fingir-se de morta sem dano
Para o coelhinho enganar.

Quando ele chegasse perto
Daria o bote fatal
Assim o coelhinho esperto
Não escaparia afinal.

Pulando, o coelhinho viu
A onça caída no chão
Será que esta morta? Riu,
Chegar perto não vou não.

Gritou de longe na troça:
Ela está viva e hiberna
Pois onça quando está morta
Três vezes sacode a perna

E a onça que era bobinha
Nessa conversa caiu
Sacudiu sua perninha
E o coelho astuto fugiu.

Esse truque tão exímio
Dá-nos uma lição de ouro:
Usar bem o raciocínio
É como ganhar um tesouro.
Cyro Mascarenhas
Enviado por Cyro Mascarenhas em 21/09/2007
Reeditado em 23/09/2007
Código do texto: T662800

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Sobre o autor
Cyro Mascarenhas
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 73 anos
1406 textos (132510 leituras)
2 e-livros (866 leituras)
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Cyro Mascarenhas