Cadeira preguiçosa
 
 
Cadeira preguiçosa
Que um dia foi do meu avo
E depois foi do meu pai
Que a deixou para mim
E amanhã com certeza
Ela será de meu filho
E do seu filho também
Quando chegar o meu fim!
 
Às vezes eu me sento aqui
Por um tempo fico cochilando
Do passado vou lembrando
E me dá vontade de chorar
Porque parece que estou vendo
Meu vovô aqui sentado
Com meu pai ao seu lado
Me, ensinando soletrar.
 
Meu papaizinho que saudade
Do tempo que eu era criança
A embalar minha esperança
Nesta cadeira preguiçosa
Vendo o Senhor e mamãe
Cuidando do nosso jardim
O senhor... Era o jardineiro,
E mamãe... Era a minha rosa!
 
Mas o tempo passou depressa
 E eu já estou velhinho
Meu cabelo está branquinho
De saudade e de emoção
Por ver meus netos brincando
No terreiro em frente casa
Hoje eles são as minhas asas
Onde voa a minha imaginação!
 
 
Balneário dos Prazeres: 17 / 06 /2009
 

Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 17/06/2009
Reeditado em 26/06/2009
Código do texto: T1652830
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