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QUE SAUDADES SINTO DE VOCE


Somente a saudade passeia

por meus pensamentos agora...

Volto lá nas minhas plantações

de ensolaradas manhãs verdejantes

faiscando nas espigas de arroz

lá na baixada alagada.


Coisa linda de se ver

as águas do pequeno riacho

enchendo o monjolo que

subia e descia e não parava

um só instante de socar o arroz

até limpar dele toda a palha.

O café secando no terreiro

mamãe reliçando café

e no terreiro papai

abanando e ensacando feijão.


Quanta saudade ...


Da casinha de madeira

onde tínhamos aulas

com a dona Carla

ensinando e guiando

nossos primeiros passos

nas lidas escritas da vida.

Cortam o céu bandos de periquitos

em uma enorme algazarra

na cocheira meu alazão

relincha de alegria.

Quando abro as portas

ele pisoteia o chão

saindo a galope pasto à fora.

Ciscam por todo terreiro

as galinhas rodeada de seus pintinhos.

Na chaminé a fumaça

leva longe o cheiro do café

torrando no fogão de lenha.


Que saudade...



Do café no fogão de lenha

do leite quentinho no bule

da cantoria e dos causos

contados por papai.

Da revoada dos pássaros

quando inicia o anoitecer

e a sinfonia dos cantos

ao amanhecer.


Quanta saudade

sinto de você

minha terra,

meu sertão.


Luís Carlos Mordegane

MORDEGANE
Enviado por MORDEGANE em 09/11/2011
Código do texto: T3326915

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Sobre o autor
MORDEGANE
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 64 anos
69 textos (5723 leituras)
1 áudios (38 audições)
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