RELÓGIO MALVADO

Ontem,

te fiz a última poesia.

Falei tanto do meu amor!

Ontem,

ouvi tua música preferida

e tua imagem se fez profunda em mim.

Mergulhei

em cada canto do teu corpo

e me deixei ficar,

embriagada

na ternura dos teus braços.

Ontem,

tive o prazer de ter-te ao meu lado,

no tapete verde de um gramado;

no êxtase sem fim

de beijos e abraços,

em que éramos as vítimas

de um amor cumpliciado,

astuto,

rebelde

e ouriçado.

Quando explodia em mim o coração,

e o sentimento

sem amarras me vencia,

eis que o despertar do relógio no criado

devolve-me à realidade,

quando pude perceber,

que apenas,

havia eu SONHADO.

Genaura Tormin
Enviado por Genaura Tormin em 30/10/2005
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