Amor ingênuo

Tempos da flor da Resedá

Ai que saudades me dá

Das calçadas da minha infância

Criança adorava brincar

Amarelinha, passa anel

Trinta e um, balança caixão

E uma paixão escondida

Inconfessável, doída

Mas ninguém se incomodava não

nem se falava em erotização

O amor florescia naturalmente

Como a planta da época de Natal

Nas calçadas da rua Espírito Santo

Acreditávamos sim, em Papai Noel

Nas cegonhas voando pelo céu

Juro que vi meu primo Jairinho

Pendurado no bico do passarinho

Depois sorrindo nos braços da tia Alzira

Se havia discos voadores ou meteoros

A gente nem sabia dessas ziquiziras

Mas buscávamos estrelas cadentes,

para fazer os pedidos da gente ...

Era o amor incontido

Flechando nossos ingênuos corações.

Bemtevi
Enviado por Bemtevi em 17/01/2022
Reeditado em 17/01/2022
Código do texto: T7431056
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