Pesadelo torna-se sonho...

 

Quando cai a noite, em profundo escuro,

De mansinho chegou o silêncio absoluto.

Solidão ao frio, com o gotejar de orvalho.

Pesadelo absorvido... Busca do caso ao acaso. 

Embarquei no mundo das gélidas águas,

Em nau majestosa, de negras e altas velas;

Na tormenta da vida, deixe-me levar...

Traçado nulo e sem rumo... Naveguei, naufraguei!

 

Um turbilhão envolveu-me, na fria e triste emoção.

Minh´alma é absorvida por intrépido e voraz redemoinho.

Engolida e prostrada, tento libertar-me, mas ao fundo chego.

Afogo-me indo à direção do real e mortal sentimento.

                        

Mistério de agonizado e vilão sofrimento de um machucado coração,

Surge das profundezas, como sonho, absorvendo-me da algoz tristeza.

Envolve-se em meu desespero, retirando-me com astúcia e delicadeza.

Ergue-me com um beijo atrevido, lançando-nos junto, sobre as ondas.

 

No embalo das águas que se acalmam, o sol desponta e brilha.

Os primeiros raios aquecem a pele... Enrubesce, acaricia e abrasa.

Leva-nos com suavidade até a bela e clara orla, de areia fina.

Pesadelo dissipa... Enaltece o sonho, que traz o amor à tona e ama.

 

Essência de Tempestade
Enviado por Essência de Tempestade em 12/10/2008
Reeditado em 13/10/2008
Código do texto: T1225137
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