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NAU SOLIDÃO

Meu barco é de ilusões,
Velas sempre enfunadas!
Singrando mares, cavalgando ondas...
Tenho pressa de chegar.
Na melodia do vento,
Que as ondas acariciam
Ouço teu comando, Norte ou Sul?
Leste ou Oeste?
A bússola...deixou de funcionar !
Aturdida, fico à deriva,
Nem a carta náutica consigo utilizar...
Nela só vejo seu rosto,
Nas coordenadas teu nome.
Abre-se sobre o mar,
O breu tenebroso da noite.
Não visualizo o cruzeiro do sul...
Terei tempestade ou calmaria?
Instintivamente giro o leme,
Tento encontrar minha rota.
Em barco de amor transformar,
Essa nau chamada solidão!

Mas e você, nobre capitão?

Estará no porto a esperar-me?
Ou será que, quando eu lá aportar,
A mesma estória se repetirá?
De ouvir ao longe um apito,
E mais uma vez decepcionada,
Coração oprimido, lágrimas que teimam
Pelo rosto deslizar, tentando compreender...
Uma realidade, que recusarei aceitar.
Com os obstáculos surgidos,
Novamente...
Retardar minha chegada.
E no antigo cais, só restará
Acenar, seu barco...
Mais uma vez, acaba de zarpar.
Se isso acontecer,
Juro-te meu capitão!
Verás uma cena de pirataria,
Do cais, teu barco partiu
Mas da barra, ele não sairá...
Pois, para minha nau,
Você terá que passar!
O que acontecerá depois?
Só o tempo dirá...

Nadir D'Onofrio
06/08/2004
Santos SP

 
Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 18/01/2005
Reeditado em 28/03/2018
Código do texto: T1855
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Serra Negra - São Paulo - Brasil
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