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Equilibrista de plantão


Uma bailarina cega
rodopiando no lustre
que cai e morre

Um pedante preso
por cenas obscuras
e verdades claras

Veio
com um ar de fada
e assim criou o nada
e um guarda chuva branco
que ele guardava

Um suspiro ao longe
chuvisco no pé molhado

Podia jurar que ouvi algo
da mariposa alada
ou seria
da joaninha na escada?

Veio um sussurro forte
e uma breve gargalhada
de um menino mudo
que jura não ter fumado nada

Um pequeno mundo
e escadas flutuando
enquanto o ócio se confunde ao vácuo
ele sai voando
nas asas do burro alado

Triiiim fez o relógio
Acorda, lava a cara!

O lustre continua no chão
E fios dependurados
desafinada
Enviado por desafinada em 12/02/2007
Código do texto: T378212

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Sobre a autora
desafinada
São José - Santa Catarina - Brasil, 39 anos
62 textos (4442 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/20 21:49)
desafinada