Apolo

Nos dias antigos, antes dos gigantes fenecerem em sacrifício,

Muito antes da dinastia dos Reis Taumaturgos prosperar,

O meu povo fazia a festa da colheita no bom dia de solstício,

Desde que Apolo desceu no Egito, e fez a história recomeçar.

A noite impera esplêndida, e a lua generosa com seu artifício.

A chuva cai com simpatia, exala sua fragrância a nos temperar.

A terra ouve o que Apolo manifesta, em Delfos, o divino ofício.

E o selvagem que sai da floresta, torna-se homem, sem tropeçar

As marés trazem um viajante à praia, e com ele um bom auspício:

É um coração de leão com valentia, por toda a ilha a reverberar.

Ares depôs armadura e gládio, anuncia aos povos o armistício,

E de forma modesta Apolo parte prometendo um dia regressar.

(Poesia participante do livro "Projeto Poesias Encantadas X - Antologia Poética", publicado pela Editora Becalete-2016)

Alhosal
Enviado por Alhosal em 06/02/2017
Código do texto: T5904455
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