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Fogo na Serra de Jaraguá

Minha Serra Jaraguense,

Meu peito se fez ferido
Ao de ti  ouvir o tão sofrível gemido.

Inerte em chamas era varrida de fora à fora,
Os passáros que lhe alegravam as manhãs, foram embora.

O fogo que vestiu o teu corpo, a deixaste nua.
Minha serra, nesta noite a fumaça encobriu tua lua.

Aqui embaixo enquanto os anjos tentavam te salvar,
Nós, os mortais, entoavamos rezas para te consolar.

Suas lágrimas mesclaram-se às nossas em um mesmo sofrer,
Eu, a poetisa que te ama, senti o que é morrer sem deixar de viver.

Serra de Jaraguá, coisa linda de se ver,
O tempo a de remediar um pouco do seu padecer.

O sonho é grande, que no ano que vem seja diferente.
Que as pessoas valorizem seu verde resplandecente.

Que o fogo não te consumas como agora,
Que cinzas não cubram o corpo florido de outrora.

Ai, minha serra, como me dói imaginar tudo que perdestes.
Mas, não perca a fé minha linda, levarei a ti beijos dias destes.

Espero poder lhe amenizar a dor plantando sementes então.
Pequenos tesouros á serem guardados em teu coração.

Ó minha amada, minha querida!
Recupera o teu viço e venha alegrar minha vida!

Minha serra que tão linda outra não há,
Minha vida se prende, aos teus pés, Serra de Jaraguá!
Mary Rezende
Enviado por Mary Rezende em 28/08/2007
Código do texto: T627568
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Sobre a autora
Mary Rezende
Goiânia - Goiás - Brasil, 50 anos
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Mary Rezende