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O CHORO DA CARPIDEIRA.

O CHORO DA CARPIDEIRA.

Tem choro mais hipócrita?
Beirando a heresia?
Chorando fogo fátuo.
De lágrimas sem cortesia.
Tu choras o choro amargo.
Daquela estrada vazia.

As mãos entrelaçadas.
Sob teu olhar sem paixão.
Sem saber da minha vida.
Tu erras a minha canção.
A tua lágrima seca.
Molha a alça do caixão.

Eu pago pelo murmúrio.
Da tua música pagã.
Eu sinto o odor da matéria.
No bafo desta manhã.
Do pó veio pra esta.
E desta vai pra melhor.

Vejo o meu corpo inerte,
Sob a grama do jardim...
Por aí assim, por aí...
Honorato Falcon
Enviado por Honorato Falcon em 07/09/2007
Código do texto: T642030
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Sobre o autor
Honorato Falcon
Santos - São Paulo - Brasil, 71 anos
140 textos (3104 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 16:32)
Honorato Falcon