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Pede grandeza


não se inveje quem sobe ao pedestal
traição de amigo lhe corrói as bases
a queda o vai dizer herói ou vil

se como penso a noite me desventra
venha o silêncio me animar por dentro
venha a montanha me vestir de armas

sei que não prendo as cordas dos teus dedos
nem te fecundo a garra que me laça
não há como vencer um alto muro
 
nem as guerras medonhas matam anjos
nem mitos se desnudam para amar
nem esse pão que sobra em tua mesa
será dado ao faminto que o esmola
só aquilo que nossa mão constrói
nos faz bem e nos pulsa de grandeza
e nos enche de paz o coração









António Soares
Enviado por António Soares em 09/11/2007
Código do texto: T729599

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Sobre o autor
António Soares
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 83 anos
101 textos (4446 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 04:32)
António Soares