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A Escola do (meu) Mundo

          A Escola do (meu) Mundo

enquanto estiveres na porta,
não entro.
se achares que pouco importa,
invento
que a vida não é o que suporta
o momento.

        o que me detém e consola
        o sabor,
        é achar que do mundo a escola
        é o amor,
        que às vezes concede uma esmola –
        a dor,

que chega e me entra de sola.
a cor
do céu que do alto me esfola.
pavor
do mar ao quebrar a marola
que sou.

        mas eis que me curvo de lado
        e saio,
        procuro um lugar descampado
        e caio.
        no meio do mato molhado
        desmaio.

o fim que enfrenta o perigo
faliu;
o homem no meio do trigo
fugiu;
meu verso, tão subnutrido,
sumiu.


Rio, 08/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 08/06/2006
Reeditado em 27/09/2006
Código do texto: T171760


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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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