VERSO ERETO

A sociedade odeia a poesia

Não mantém com ela sinergia

Porque odeia tudo que Deus fala

E se for ao fulcro ela até entala

A Divindade se expressa e cala

Força poderosa advém do Sagrado

Nesse intervalo é que o Divino cria

Aí reside o processo da sua magia

A coisa sutil e concreta inútil

E preciosa farsante e sincera

Nasce na sintonia dessas esperas

A construir sonhos e vãs quimeras

Que é a linguagem poética medra

Na metamorfose que encerra

Fantasia de alma e pele fútil

Versos que sangram e afloram

Arquitetura de delírio e suor

Martírio do vício e seu torpor

De amor e perversão reverso brusco

No anverso complexo a sua busca

De compaixão e fúria o valor maior

Na explosão da Fé em combustão

Da poesia é demolir o vasto

Tecer a teia da Ceia pelo contato

Poder da estrutura morta que cresce

A esparramar as ramas que enternecem

Sem Deus em você que poesia é prece

Ele assopra, escuta, orienta a quem padece!

Duo: Geraldo Maia e Hildebrando Menezes

Navegando Amor
Enviado por Navegando Amor em 19/04/2011
Código do texto: T2918042