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Indefinições...

Não sei porque canto
Se raspas o fundo das contas
A matéria insosa das coisas
Descobres o lodo, o insigne
extraes o sumo dos sonhos

Não sei porque canto
Talvez a matéria das horas vagas
O cacto da felicidade enternecida
Quantos riscos tingem estes momentos
Que aos poucos recompõe-se de outras vidas!

Não sei porque canto
Mais esses cactos em flor
O desejo de morrer não conrrespondido
Que incitam pelo fundo dessas horas
Uma incômoda sensação de se estar vivo

Não sei porque canto
Mais a soma de energia concentrados
sob a efígie sombria do presente
Terão esses segredos decifrados
Eliasoliver
Enviado por Eliasoliver em 19/05/2020
Código do texto: T6951836
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Eliasoliver
Ilhéus - Bahia - Brasil
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Eliasoliver