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MÃOS



 Texto participativo da Ciranda Poética MÃOS

Olho hoje para minhas mãos vejo tristemente, as marcas
que o tempo impiedoso deixou.
Elas que foram lindas, alvas, macias, dedos finos, alongados,
 gostavam de lhe dar carinho, percorrendo no seu corpo,
 todos os caminhos. Ora o fazia carinhosamente, logo após,
 dedos desobedientes apertavam suas bochechas, orelhas.
Em outros momentos serviram de lenitivo ao amenizar suas dores
Massagearam, com amor seu dorso nu. Mãos que foram ágeis,
 em alguns momentos, calmas, serenas. Quisera eu ter contabilizado
as vezes que carinhosamente teu rosto másculo, afagou!
O prazer que sentiram, quando emanava de tua pele o calor, afogueado,
isso era só no começo, não demorava para que ficassem, agitadas
apertando, pressionando, num misto de euforia, amor e paixão.
Quantas vezes, quase o machucou, lembra-se?
Saudade desses momentos, quando, nossas mãos enlaçadas,
as minhas tensas, crispadas, como que em agonia total
de repente esmoreciam, naquele ato final!

Nadir D’Onofrio
12/04/2005
Santos SP



Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 15/04/2005
Reeditado em 29/08/2018
Código do texto: T11368
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Serra Negra - São Paulo - Brasil
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