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AMOR DOENTIO

Outra vêz brigamos,
Por fatos banais,
Velho preconceito
Das noites intelectuais.

Dissemos bobeiras,
Brincando com á vida,
Ovulo não flechado,
Cena calada, não partilhada,
Poderiamos ter chamado
Alguém do nada,
Saciando nossas atrapalhadas.

Somos mesquinhos
Ao termino de cada alvorada,
Passeio, festa e outros lazeres,
Show, baile e música ao vivo,
Cineclube, jantar e exposição,
Quando a noite terminava,
Iniciava ferida, em cada qual coração.

Eram repentinos momentos
Quais não queriamos fazer acontecer;
Rolavam-nos, giravam-nos,
Mascarados, consumavam,
Quando aquilo acabava
Juravamos não mais repetir.

Depois...
Nova atração, caisa animal,
Outra e mais outra evolução,
Nosso romantismo, não mais existia,
Era como subir numa escada,
Granito, piso frio,
Identidade, da verdadeira hipocrisia.

Você me idolatrava,
Eu, burro te adorava,
Nem eu e nem você sabia
O que era querer o bem do outro,
Nós não entendiamos
Dramático problema,
Nossas vidas, ambas vazias.

Só viemos a descobrir
Quando nos perdemos
Foi no nosso existir
Ao entrarmos em pânico,
O nosso amor
Sempre no deserto andava,
Já era somente pó
Espalhando a beira da estrada.

Precisamos crescer
Ter caridade suprema,
Recomeçar a vida
Num fixo alvorecer
Ou...
Adeus para sempre.
Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 07/04/2006
Código do texto: T135211


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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 75 anos
238 textos (35724 leituras)
2 e-livros (141 leituras)
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Alci Santos Vivas Amado