Lições

Não me ensinaram na escola a proporção da vida.

Em literatura, lembro que a professora citou PESSOA :

"O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente."

Hoje, não sou poeta, e também não finjo. Ou quem sabe, sou poeta

e deveras sinto a dor que finjo!

Complexo demais para o meu pobre coração embargado e entristecido!!

Mas eu sinto!! A dor que mata! E corrói a alma.

Sentimento angustiante, repugnante.

Cheio de incertezas!

Que me coloca em mares de dúvidas e me traz à mercê

de um esquecimento passado que se tornou presente, no

presente e no futuro!!!!

E eu reviro os livros. Procuro na matematica, na física, na química

e não encontro as respostas de como deixar que as dores deixem de

ser o que me faz escrever e literalmente sentir!

Deia Tumenas
Enviado por Deia Tumenas em 16/05/2009
Código do texto: T1598018
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