APLAUSOS… A QUEM SERVE!

Quando se trabalha por gosto, e, assumes, em cada

poema teu, essa responsabilidade, de quem se preocupa,

com seu desempenho e no que aos outros vai deixar,

como o mais alto de si,

certeza virá, de que estás a cumprir bem, o teu papel.

Acomodar não deves, nem de ser o teu maior crítico,

não deixando de ler, humildemente e com muita

atenção, a opinião, de teus leitores, com todas as suas

diferenças e questionamentos, naturais e necessários,

em que, com toda a tua grandeza, deverás responder.

Quem escreve, não o faz para si, mas de si, para os

outros. É uma constante, como quem lavra a terra,

para aí semear e plantar, o que, um dia, será alimento

de muitos.

Não entres porém no repleno, repetindo-te, vezes sem

conta, ao que escolhes, para escrever, porque o mais

provável, é que o fruto apodreça, pois o mundo é um todo,

e, a tua obrigação, poeta, escreveres sobre ele,

ao deixares a tua aprendizagem, como um caminho, possível.

É que, por mais que te doa, nunca será o bastante, ante

aqueles, que agora sofrem e precisam, urgentemente, de

quem os dignifique e lhes traga a voz, de há muito roubada,

pelos senhores da guerra, num infanticídio e num fratricídio,

que, em tudo, lembra, a degola dos inocentes.

Todo o poeta tem deveres, para com o mundo e seu povo!

Lembrar porém, de que não se deve olvidar nunca, aqueles

belos poemas, quais quadros vivos, sobre a natureza e o

amor. Em última e primeira análise, assim nossa concepção.

Traz-nos, poeta, a liberdade! E sê inteiro… não te deixes, pela

metade… do convenientemente, correcto.

Jorge Humberto

27/05/09

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 28/05/2009
Código do texto: T1619627
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