Olhai os lírios...

Quando passei pela porta?... Pelas frestas... Pelo nada...
Olhai os lírios que nos alimentam... Reais, até hoje...

Passei... Disse-me, em cada nota... Em cada prosa...
Rasguei os rascunhos de mim... Mostrei-me em máximo recorte...
Delineei o papel mais colorido...

Lancei--me para o infinito... Busquei, nas palavras mais doces, o meu esconderijo...
Solidifiquei cada dito, nesta data que se encerra em sol.

Um minuto que passou depressa... Mais um círculo que se retrata.
Retráteis decisões que se calam...

Deslizei as mãos em tua face... Falei em palavras claras...
São tuas, guardar-se-ão para o resto dos dias...

Um dia some... Outro vem... E estarei  envolvida em minhas tranças...
Apenas lembranças... Cruas e doces... Algumas colheitas de morangos.

Olhai os lírios que eram sinos... Soando as vontades sagradas de um Amor mais bonito... Hoje, definido... O eterno aviso que não chegou aos olhos que me escondem.

Presenciai vós... O efeito das cortinas...


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