Terror De Amar

Desligados os circuitos,

cercou-me o desespero em opulência.

Movimentos vagarosos, pensamentos ágeis...

Destempero, desmotivação, feito edificação,

baseada em andaimes frágeis.

Não conheço vitória autêntica e duradoura,

talvez porque não a persiga.

Meu objetivo sempre foi o amor,

e aquele a quem o amor abriga...

O resto pouco interessou.

E o que pensava sobre ele é que deveria ser infinitamente rico.

Rico de valores agregados onde o dinheiro não faz parte.

Justo, benigno, amorosamente...

Podendo ser utilizado apenas por mim e pelo outro.

Daí a fidelidade corrente...

Sou uma antiestrela.

A mim não cabe crédito algum.

A ele, todos.

Sou mulher fracassada diante da grandeza menor...

"a arte de enganar".

Coube em mim essa tarde, o terror, de novamente,

um dia...amar.

E nessa desilusão, a decepção arde mesmo pra valer,

e talvez eu viva mais uns duzentos anos,

apenas para esquecer.

AURORA ZANLUCHI
Enviado por AURORA ZANLUCHI em 30/11/2010
Reeditado em 06/11/2011
Código do texto: T2646485
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.