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Surfista de Trem

Lá vai o surfista de trem,
Irresponsável como ninguém.
Pula com tamanha agilidade,
Surfar é a sua felicidade.
   
      Lá vai o surfista insatisfeito na tua aventura,
       Em cada estação uma postura,
        Equilibra para não cair,
         Quando o Guarda aparece tenta fugir.

              Lá vai o surfista infrator,
               Tua vida não tem valor.
                Neste vai e vem,
                 No balanço e em cima do trem.

                      Vejam que manobra fenomenal!
                       Depois de um pulo infernal.
                        Ah! Que sorte você deu,
                        Pois até agora nada aconteceu.
   
             Ah! quanto azar,
          Esta sorte não poderia durar.
        Ai! Que cheiro de queimado,
      Tem surfista em cima torrado.
         
            Surfista de trem ,
             Filho de ninguém.
               A vida é como uma semente,
                   Portanto pare de viver perigosamente.

(POESIA PUBLICADA NO LIVRO " SELEÇÕES POÉTICAS" pela "JOTANESI EDIÇÕES" NO ANO DE 1997 pg 84.) Dedicada ao aluno Fábio  (EE Elisa Rachel Macedo de Souza, onde trabalhava como professora de Inglês nesta época.) Muitos jovens cairam do trem neste dia, mas ele foi o único sobrevivente.                  
Leila Rodrigues
Enviado por Leila Rodrigues em 22/07/2011
Reeditado em 22/07/2011
Código do texto: T3112338

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Sobre a autora
Leila Rodrigues
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Leila Rodrigues