O Lance da Rede Tecida, no Romance

Sou feliz porque partilho
Um leito de amor
Na foz do teu estuário.

Tanto rio, tanta água
E esta sede que não aplaca
Se me tocas,
Numa simples direção do olhar.

Não sossego enquanto de fato,
A tua beira me quedar.

Submissa em quadros de vinhas,
Bebo deste vinho
Que me ofereces
Em oferendas que deságuam em revolto mar.

E se em tuas cenas me sustentas,
Te enredo em minhas lições,
Num tear de tantos sonhos e lembranças.
Assim fazemos a coberta
Que nos aquece alma e ego,
Num cego voo,
Que ao despertar nos mantém a dormir,
Pois já não interessa acordar.

Acordar pra que?
Se ainda há tanto que verter, ao mar.
Mares calmos,
E areias brancas nos sustentam em castelos,
Que estão sempre a voltar
Do rio ao amar.

Desejos se fortalecem nesta incerteza
De poder ou não poder dentro de ti navegar.
Se há tanto mar, tanto mar…

Ibernise
Barcelos (Portugal), 09NOV2011
Núcleo Temático Romântico.


Ibernise
Enviado por Ibernise em 09/11/2011
Reeditado em 16/06/2012
Código do texto: T3325774
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