DE QUEM É O TEMPO?

O tempo roubado

Ninguém nos devolve

E não adianta reclamar

Se não perdemos tempo?!

É o molde que não tem cópia

Somos os passageiros

Que nunca alcançamos

O motorista condutor

Somente pagamos pro cobrador

A passagem sem sabermos

A hora em que vamos chegar

Ou sair do mesmo lugar?

E a locomotiva é onde estamos

É que lá estamos presente...

Na cidade do agora

Nas casas dos ponteiros

Estamos nos movendo à corda

Á corda acorda acordado

Um joguinho de dados

Na base da sorte ou do azar

Este é o nosso lar?

Então quer dizer

Que o tempo verdadeiro

É aquele tempo prensado

Que passa como um trator

Por cima da gente?

E nós é que pensávamos estarmos indo

A seu favor?

Quando na verdade

Nós somos quem alimentamos esta imensa

Caldeira de vapor

Escravos, que horror!

O mundo é um relógio gigantesco

E nós suas pecinhas?

Engrenagens que se vão emperrando

Atrasando e quando param...

Desertaram-se deste frio lapidário

E o cuco imaginário voa?

Deixando suas penas

Embaladas sob a corrente

Do nada que pena

Meu Deus Já é madrugada!

Jasper Carvalho
Enviado por Jasper Carvalho em 29/05/2012
Código do texto: T3695200